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Sistema a laser em voos captura imagens para um mapa 3D de NY

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Foto: Fred. R. Conrad/The New York Times

Grant Bunting cataloga dados durante um voo sobre NY para o mais detalhado retrato em 3D da cidade

Mireya Navarro

Enquanto a maioria dos moradores dorme, um avião bimotor Shrike Commander voava uma série de missões sobre a cidade de Nova York recentemente, em baixa altitude como o Super-Homem e de um lado para outro, como um cortador de grama. Equipado com um sistema laser de medição, o avião recolhia imagens de alta precisão da cidade, seus telhados, árvores, áreas aquáticas e boa parte do que existe entre elas.

Os voos matinais devem resultar na mais detalhada imagem tridimensional de Nova York já registrada, com ênfase nas estruturas, elevações, sol e sombra, e nos cantinhos e desvãos importantes para o sistema de emergência da cidade e seus objetivos ecológicos.

Os dados serão usados, entre outras coisas, para criar mapas atualizados das áreas mais propensas a inundações, os edifícios mais adaptados à instalação de energia solar e os bairros mais necessitados de árvores. Um painel de consultoria formado por especialistas e convocado pelo prefeito alertou que a cidade precisa se preparar para chuvas mais intensas e para um risco ampliado de inundação de áreas costeiras nas próximas décadas, como resultado da mudança no clima mundial.

Rohit Aggarwala, diretor do Departamento de Sustentabilidade e Planejamento de Longo Prazo de Nova York, disse que o esforço resultaria em um retrato do espaço físico de Nova York, "e muito mais detalhado do que aquele de que dispúnhamos anteriormente".

O projeto, que custará US$ 450 mil, é parte da agenda ambiental mais ampla do prefeito Michael Bloomberg, conhecida como PlanNYC.

Os atuais mapas das áreas sujeitas a inundações usados pela Agência Federal de Administração de Emergências (Fema) datam dos anos 80, e se baseavam em fotografias e levantamentos de solo. Os mapas não eram tão exatos ou precisos quanto deveriam, tendo em vista a densidade da cidade, disse Aggarwala, e os novos dados podem levar a mudanças no zoneamento e a códigos mais severos de edificação, entre outros ajustes.

Mas as informações, recolhidas com uma tecnologia laser conhecida como Lidar (ou detecção e mensuração de luz) também responderá a questões quanto à presença de áreas alagadas na cidade e a proporção entre telhados inclinados e telhados planos, de acordo com funcionários da prefeitura.

A contagem de telhados pode ser usada, posteriormente, para criar um "mapa solar" online que ajudaria a avaliar as perspectivas da cidade quando ao uso da energia solar, e até mesmo permitiria que os moradores determinassem se os seus edifícios são adequados para o uso de energia solar.

"O propósito é tentar oferecer às pessoas as ferramentas de que precisam para compreender como se adaptar à tecnologia solar", disse Tria Case, diretor de sustentabilidade na Universidade Municipal de Nova York, que formou uma parceria com a prefeitura para desenvolver o mapa solar. "Com os dados do sistema Lidar, estimaremos o potencial solar de cada edificação da cidade".

O projeto está sendo parcialmente bancado com verbas de US$ 205 mil do Departamento de Energia federal.

Cidades como San Francisco desenvolveram mapas solares e a nova tecnologia Lidar está sendo adotada com cada vez mais frequência por regiões costeiras dos Estados Unidos, de acordo com funcionários da Fema.

O sistema laser captura imagens de terrenos e estruturas na superfície por meio impulsos de laser disparados de um avião, e da mensuração de seu tempo de retorno, o que produz representações daquilo que o laser atinge.

O avião, tripulado por um piloto e um operador do sensor laser, registrou a paisagem urbana da cidade a uma altitude de mil metros, em nove voos de seis horas de duração realizados depois da meia-noite, entre 14 e 30 de abril, disse um porta-voz da Sanborn, a empresa de mapeamento aéreo sediada no Colorado e contratada para a tarefa.

Os dados recolhidos devem ser analisados nos próximos meses, produzindo mapas solares e de inundação até o final do ano.

Aggarwala disse que o produto final seria semelhante a The Panorama, a maquete de 850 metros quadrados que mostra a cidade, exposta no Queens Museum of Art. Criada por Robert Moses para a Feira Mundial de 1964, a maquete dependia de fotos aéreas e outros materiais para retratar a topografia e as estruturas da cidade, entre as quais pontes e quase 900 mil edificações.

Será a mesma coisa", disse Aggarwala, "mas muito mais preciso, e digital".

Tradução: Paulo Migliacci ME

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